Sábado, Outubro 30, 2004
blow out
In my mind and nailed into my heels.
All the time killing what I feel.
And everything I touch
[All wrapped up in cotton wool]
[All wrapped up and sugar coated]
turns to stone.
And everything I touch
[All wrapped up in cotton wool]
[All wrapped up and sugar coated]
turns stone.
I am fused just in case I blow out.
I am glued just because I crack out.
Everything I touch turns to stone.
Everything I touch
[All wrapped up in cotton wool]
[All wrapped up and sugar coated]
plantão... coisa mais bonitinha do mundo. quase hora de ir embora. estou aqui sentadinha, tomando minha fanta uva e esperando meu ingresso para o show da pitty.
In my mind and nailed into my heels.
All the time killing what I feel.
And everything I touch
[All wrapped up in cotton wool]
[All wrapped up and sugar coated]
turns to stone.
And everything I touch
[All wrapped up in cotton wool]
[All wrapped up and sugar coated]
turns stone.
I am fused just in case I blow out.
I am glued just because I crack out.
Everything I touch turns to stone.
Everything I touch
[All wrapped up in cotton wool]
[All wrapped up and sugar coated]
plantão... coisa mais bonitinha do mundo. quase hora de ir embora. estou aqui sentadinha, tomando minha fanta uva e esperando meu ingresso para o show da pitty.
escrito às 1:00 PM
Quarta-feira, Outubro 27, 2004
maniqueísmo...? pff!
há menos de quinze dias, eu escrevi dois textos falando do homem que 'tem dentes'. meu post de ontem ironizava o figura. hoje o encanto acabou de vez, depois que eu o vi humilhando uma pessoa. e você não sabe o quanto eu ODEIO pessoas que humilham as outras. principalmente quando elas, realmente, têm um maior conhecimento sobre determinado assunto. mas o fato do cara ser um mamãe-eu-sou-safo, não dá a ele o direito de humilhar ninguém.
rigor às vezes é confundido com chatice e vice-versa. mas rigor não pode e nem deve NUNCA ser confundido com o direito de humilhar alguém. se É QUE existe esse direito (pra mim não existe, oká?).
às vezes brinco dizendo que camisa xadrez acaba com qualquer paixão, mesmo as platônicas. mas o que acaba mesmo é esse excesso de 'eu posso', essa coisa de 'você errou e agora eu vou te esculhambar até o * fazer bico'. odeio o maniqueísmo de determinadas figuras, não gosto dessa gente que se acha a palmatória do mundo e que tem a síndrome do 'eu não erro nunca' e por isso se acha habilitada a esculhambar quem está ao seu lado só ajudando.
a única coisa que me ocorreu na hora foi: "ah, homem que tinha dentes, vai te catar, cacete!"
há menos de quinze dias, eu escrevi dois textos falando do homem que 'tem dentes'. meu post de ontem ironizava o figura. hoje o encanto acabou de vez, depois que eu o vi humilhando uma pessoa. e você não sabe o quanto eu ODEIO pessoas que humilham as outras. principalmente quando elas, realmente, têm um maior conhecimento sobre determinado assunto. mas o fato do cara ser um mamãe-eu-sou-safo, não dá a ele o direito de humilhar ninguém.
rigor às vezes é confundido com chatice e vice-versa. mas rigor não pode e nem deve NUNCA ser confundido com o direito de humilhar alguém. se É QUE existe esse direito (pra mim não existe, oká?).
às vezes brinco dizendo que camisa xadrez acaba com qualquer paixão, mesmo as platônicas. mas o que acaba mesmo é esse excesso de 'eu posso', essa coisa de 'você errou e agora eu vou te esculhambar até o * fazer bico'. odeio o maniqueísmo de determinadas figuras, não gosto dessa gente que se acha a palmatória do mundo e que tem a síndrome do 'eu não erro nunca' e por isso se acha habilitada a esculhambar quem está ao seu lado só ajudando.
a única coisa que me ocorreu na hora foi: "ah, homem que tinha dentes, vai te catar, cacete!"
escrito às 4:37 PM
Terça-feira, Outubro 26, 2004
pensamentos?
o bom do blogger é que as coisas ficam arquivadas, incluindo o template e isso te possibilita fazer voltas interessantes no tempo. este espaço tem pouco tempo de vida, é uma criança que nasceu há poucos meses e que começa a engatinhar. ver os posts passados me faz refletir muito sobre como 2004 tem sido um ano bom pra mim e também como ele foi ruim.
no final das contas, ler meus arquivos me faz pensar que eu tive mais lucros do que prejuízos. hoje me toquei que o ano está indo pro saco. isso é uma beleza, porque aproxima-se o terceiro ano e o quarto e meu diploma.
ultimamente ando com muitos planos, que obviamente só serão transformados em posts, quando virarem realidade. e a eleição é domingo e eu vou trabalhar de novo. acha triste? eu não acho. eu sou utópica e acredito nessas coisinhas de voto, exercer a cidadania (mesmo que ache que ser cidadão não se materialize no momento do voto).
---x---x---
*ironia*
horrível esse negócio de você desencantar de uma pessoa. mas o desencanto é a solução pra ficar longe desse tipo de gente que passa-o-dia-todo-representando-o-papel-de-sério. isso me dá dor de cabeça e vontade de vomitar. esse negócio de representar papel só cola na novela das oito. e só nela. :)
---x---x---
mais foto, tá?
na ordem:
1- belém de dia, lá do outro lado do rio.
2- belém à noite.
3- um pedaço do ceu na ilha dos papagaios.
o bom do blogger é que as coisas ficam arquivadas, incluindo o template e isso te possibilita fazer voltas interessantes no tempo. este espaço tem pouco tempo de vida, é uma criança que nasceu há poucos meses e que começa a engatinhar. ver os posts passados me faz refletir muito sobre como 2004 tem sido um ano bom pra mim e também como ele foi ruim.
no final das contas, ler meus arquivos me faz pensar que eu tive mais lucros do que prejuízos. hoje me toquei que o ano está indo pro saco. isso é uma beleza, porque aproxima-se o terceiro ano e o quarto e meu diploma.
ultimamente ando com muitos planos, que obviamente só serão transformados em posts, quando virarem realidade. e a eleição é domingo e eu vou trabalhar de novo. acha triste? eu não acho. eu sou utópica e acredito nessas coisinhas de voto, exercer a cidadania (mesmo que ache que ser cidadão não se materialize no momento do voto).
---x---x---
*ironia*
horrível esse negócio de você desencantar de uma pessoa. mas o desencanto é a solução pra ficar longe desse tipo de gente que passa-o-dia-todo-representando-o-papel-de-sério. isso me dá dor de cabeça e vontade de vomitar. esse negócio de representar papel só cola na novela das oito. e só nela. :)
---x---x---
mais foto, tá?
na ordem:
1- belém de dia, lá do outro lado do rio.
2- belém à noite.
3- um pedaço do ceu na ilha dos papagaios.
escrito às 5:20 PM
Segunda-feira, Outubro 25, 2004
promessa é dívida
como prometido, algumas fotos.
na ordem:
1- pôr-do-sol na ilha dos papagaios.
2- bandeira do brasil (oh, dã!) do barco que nos levou até lá.
3- luz louca que resolvi fotografar na volta da ilha.
amanhã tem mais. :P
como prometido, algumas fotos.
na ordem:
1- pôr-do-sol na ilha dos papagaios.
2- bandeira do brasil (oh, dã!) do barco que nos levou até lá.
3- luz louca que resolvi fotografar na volta da ilha.
amanhã tem mais. :P
escrito às 1:04 PM
Quinta-feira, Outubro 21, 2004
lazy writer
pouco a escrever. meu sono e minha preguiça estão me puxando para minha casa, mas ainda preciso escrever o off da matéria que fiz ontem. aliás, era sobre isso que eu ia falar. mas... eu estou com preguiça mesmo.
amanhã posto as fotos que tirei (com a câmera desse menino bonitão) da ilha dos papagaios, de belém no final da tarde (lá do outro lado do rio), de belém à noite e da garotada que participou do passeio que a nossa equipe foi cobrir.
pouco a escrever. meu sono e minha preguiça estão me puxando para minha casa, mas ainda preciso escrever o off da matéria que fiz ontem. aliás, era sobre isso que eu ia falar. mas... eu estou com preguiça mesmo.
amanhã posto as fotos que tirei (com a câmera desse menino bonitão) da ilha dos papagaios, de belém no final da tarde (lá do outro lado do rio), de belém à noite e da garotada que participou do passeio que a nossa equipe foi cobrir.
escrito às 12:39 PM
Segunda-feira, Outubro 18, 2004
untitled
o domingo acabou com meu bom humor. abrir o jornal e ver o resultado da pesquisa pro segundo turno, quase me fez vomitar. os detalhes da amostra me deram mais raiva ainda. o perfil do eleitor. baixa escolaridade, renda entre um e dois mínimos, idades oscilando entre 35 e 50 anos. homens. sexo masculino. triste.
como eleitora, não me sinto na menor obrigação de votar nesse segundo turno. nem nele e nem nela. nada consegue me convencer. nem a pavimentação das mil vias, nem as parcerias. nada. o que mais me revolta talvez seja o fato de ambos terem propostas que legitimam o comércio informal, ou melhor, dão mais uma daquelas soluções tapa-buraco como a construção de camelódromo, pra um problema que já é quase crônico aqui.
o quadro é triste. e no meu caso, acho que o voto nulo vai ser a solução. não voto em branco pelo simples fato da legislação eleitoral permitir que este voto vá para o candidato com maior percentual em determinada disputa. ou seja, caso eu vote em branco e os prognósticos da pesquisa se confirmem, o meu voto vai cair bonitinho pra ele. aí não dá. não mesmo.
então, registro meu pesar pela falta de opção para o voto e principalmente, pela falta de merecimento do voto, o que creio ser mais importante. é triste viver numa cidade assim.
---x---x---
e eu vou repetir pela 8757495509373737476652625 vez: camisa xadrez acaba com qualquer paixão. até mesmo com as platônicas. *pesar*
o domingo acabou com meu bom humor. abrir o jornal e ver o resultado da pesquisa pro segundo turno, quase me fez vomitar. os detalhes da amostra me deram mais raiva ainda. o perfil do eleitor. baixa escolaridade, renda entre um e dois mínimos, idades oscilando entre 35 e 50 anos. homens. sexo masculino. triste.
como eleitora, não me sinto na menor obrigação de votar nesse segundo turno. nem nele e nem nela. nada consegue me convencer. nem a pavimentação das mil vias, nem as parcerias. nada. o que mais me revolta talvez seja o fato de ambos terem propostas que legitimam o comércio informal, ou melhor, dão mais uma daquelas soluções tapa-buraco como a construção de camelódromo, pra um problema que já é quase crônico aqui.
o quadro é triste. e no meu caso, acho que o voto nulo vai ser a solução. não voto em branco pelo simples fato da legislação eleitoral permitir que este voto vá para o candidato com maior percentual em determinada disputa. ou seja, caso eu vote em branco e os prognósticos da pesquisa se confirmem, o meu voto vai cair bonitinho pra ele. aí não dá. não mesmo.
então, registro meu pesar pela falta de opção para o voto e principalmente, pela falta de merecimento do voto, o que creio ser mais importante. é triste viver numa cidade assim.
---x---x---
e eu vou repetir pela 8757495509373737476652625 vez: camisa xadrez acaba com qualquer paixão. até mesmo com as platônicas. *pesar*
escrito às 10:53 AM
Sábado, Outubro 16, 2004

senhora dos silêncios
(t.s elliot)
senhora dos silêncios
serena e aflita
lacerada e indivisa
rosa da memória
rosa do oblívio
exânime e instigante
atormentada e tranquila
a única Rosa em que
consiste agora o jardim
onde todo amor termina
extinto o tormento
do amor insatisfeito
da aflição maior ainda
do amor já satisfeito
fim da infinita
jornada sem termo
conclusão de tudo
o que não finda
fala sem palavra
louvemos a Mãe
pelo jardim
onde todo amor termina.
escrito às 11:08 AM
Sexta-feira, Outubro 15, 2004
momento diarinho
então, meu aniversário foi bacaninha pra caramba. acordei com umas coisas bestas na cabeça, mas decidi fazer o meu dia ser bom e esquecer as besteiras e qualquer pensamento que levantasse a hipótese do uso da palavra "se".
aqui no portal, a galerinha cantou parabéns pra mim, foi bem legal. e por uma dessas incríveis coincidências do destino, ontem tinha um troço free na pizza hut e nós almoçamos lá. inventamos que eu estava bancando isso para todos os coleguinhas de trabalho. e foi tudo muito style. encontrei a maria luiza, com quem trabalhei um tempão e de quem eu gosto muito. mas o dia não estava nem na metade.
quando cheguei no meu outro estágio, abri minha caixa postal e tinha um e-mail super lindo de uma moça da minha sala, a priscila. ela me desejou feliz aniversário e falou um monte de coisas legais sobre mim. fiquei pensando sobre como às vezes sou otária e não dou o devido valor a pessoas tão legais, simplesmente por não prestar atenção, por não ter tantas afinidades, etc. acho que fiquei tão abobalhada com o gesto da pris, que simplesmente admiti na resposta que não tinha algo maravilhoso pra dizer, mas que agradecia muito pelo fato dela ter se lembrado do meu aniversário e de me considerar uma amiga. isso me leva a pensar naquela máxima: "vem de onde menos se espera..."
até meu provedor mandou mensagem desejando felicidades. lógico que é um e-mail automático mas... o que vale é a intenção, mesmo que seja de uma... máquina! *ironia*
na faculdade mais festa. minha queridona carol fez uma festinha surpresa junto com seu digníssimo namorado e a camilinha pio. não sei por quê cargas d'água não chorei, mas que deu vontade, ah, isso deu. eles levaram um bolo gostosão e refri. perfect. valeu, crianças!
e depois, chamei uma turminha para ir no eky comer churrasquinho e beber skol. foi dez. não foram todos que convidei, alguns por causa do trabalho, outros porque leram meu e-mail muito tarde (é, na era nerd, o convite vai por correio eletrônico). mas whatever. foi o bicho, todos os fofos lá. sorrisos, brincadeiras. adorei. obrigada a todo o pessoal, vocês são foda!
e hoje o dia tá perfect, porque eu não vou trabalhar agora a tarde. vou dormir, vou ler o livro da patrícia melo, que peguei na biblioteca ontem e depois vou ver "de passagem" lá na estação com a drika.
bonito pra caramba, hein? ;)
então, meu aniversário foi bacaninha pra caramba. acordei com umas coisas bestas na cabeça, mas decidi fazer o meu dia ser bom e esquecer as besteiras e qualquer pensamento que levantasse a hipótese do uso da palavra "se".
aqui no portal, a galerinha cantou parabéns pra mim, foi bem legal. e por uma dessas incríveis coincidências do destino, ontem tinha um troço free na pizza hut e nós almoçamos lá. inventamos que eu estava bancando isso para todos os coleguinhas de trabalho. e foi tudo muito style. encontrei a maria luiza, com quem trabalhei um tempão e de quem eu gosto muito. mas o dia não estava nem na metade.
quando cheguei no meu outro estágio, abri minha caixa postal e tinha um e-mail super lindo de uma moça da minha sala, a priscila. ela me desejou feliz aniversário e falou um monte de coisas legais sobre mim. fiquei pensando sobre como às vezes sou otária e não dou o devido valor a pessoas tão legais, simplesmente por não prestar atenção, por não ter tantas afinidades, etc. acho que fiquei tão abobalhada com o gesto da pris, que simplesmente admiti na resposta que não tinha algo maravilhoso pra dizer, mas que agradecia muito pelo fato dela ter se lembrado do meu aniversário e de me considerar uma amiga. isso me leva a pensar naquela máxima: "vem de onde menos se espera..."
até meu provedor mandou mensagem desejando felicidades. lógico que é um e-mail automático mas... o que vale é a intenção, mesmo que seja de uma... máquina! *ironia*
na faculdade mais festa. minha queridona carol fez uma festinha surpresa junto com seu digníssimo namorado e a camilinha pio. não sei por quê cargas d'água não chorei, mas que deu vontade, ah, isso deu. eles levaram um bolo gostosão e refri. perfect. valeu, crianças!
e depois, chamei uma turminha para ir no eky comer churrasquinho e beber skol. foi dez. não foram todos que convidei, alguns por causa do trabalho, outros porque leram meu e-mail muito tarde (é, na era nerd, o convite vai por correio eletrônico). mas whatever. foi o bicho, todos os fofos lá. sorrisos, brincadeiras. adorei. obrigada a todo o pessoal, vocês são foda!
e hoje o dia tá perfect, porque eu não vou trabalhar agora a tarde. vou dormir, vou ler o livro da patrícia melo, que peguei na biblioteca ontem e depois vou ver "de passagem" lá na estação com a drika.
bonito pra caramba, hein? ;)
escrito às 11:19 AM
Quinta-feira, Outubro 14, 2004
ainda sobre o homem que tem dentes
a última semana foi extremamente perturbadora, ela tem tentado
definir o que sente pelo homem que agora tem dentes. ela
passou os sete dias da semana teorizando sobre esse
sentimento por aquele homem.
ele não é um jovem, nem um rapaz, nada disso, ele é um homem.
antes de nomear qualquer sentimento, ela chegou à conclusão
de que nunca amou um homem. primeiro meninos, depois rapazes
e depois um jovem rapaz, este sim um grande amor. mas nunca
um homem. há uma diferença.
ela resolveu esquecer essa diferença e continuar tentando
entender essa coisa que desvia a atenção dela diariamente.
ela se pergunta por que segue aquele homem com o olhar, por
que repara nos textos dele e na maneira como ele imposta a
voz.
ela já decorou a cor das camisas dele: branca, azul
cor-de-pai, amarela e rosa. nada de preto, mas ela entende,
deve ser por causa do trabalho. de todas essas cores, ela
prefere o branco, combina mais com ele. o azul cor-de-pai
também lhe cai bem. mas ela ainda acha que ele ficaria ótimo
de preto, ia contrastar com a pele branca. ela gosta dessa
diferença e dá graças a deus por ele não usar camisa xadrez.
de tanto reparar nele, ela já entendeu que nunca vai ver uma
diferença entre uma expressão de felicidade e uma de
tristeza. ele é sereno e essa é uma das poucas qualidades que
ela conhece dele. só por ser sereno, ele ganhou 20 pontos no
score mental que ela anda traçando quando se interessa por
alguém.
o fato dele ter dito que usa sua profissão para ajudar as
pessoas, fez com que ele ganhasse mais 35 pontos na tabela.
nesse dia ela babou, teve vontade de levantar uma plaquinha
com os seguintes dizeres: "você é demais".
lá pelo terceiro dia, ela começou a pensar na possibilidade de
sentir uma imensa admiração por ele. ela já o viu exercendo o
lado profissional e o lado pai, isso só faz confirmar uma
profunda admiração por ele. bom profissional, bom pai,
provavelmente um bom marido.
mas lá pelo quinto dia, ela mudou de idéia. apesar da grande
admiração, ela o vê como homem e o imagina como tal. então, a
hipocrisia de achar que é apenas admiração vai por água
abaixo. ela quer uma definição. e o máximo que ela chegou foi
ao item admiração.
ela quer vê-lo como um ser humano, como alguém que vai ao
supermercado 24 horas para tomar mingau de tapioca, eque
depois do mingau passa na seção de bebidas, pega uma cerveja
gelada e vai para o estacionamento tomá-la no carro ao lado
da mulher. mas ele não é assim. ela nunca vai encontrá-lo no
24 horas e nem no café da sol ouvindo jazz, como ela sonhou
anteontem.
faz quase um mês que ela não vai à terapia, precisa contar
para a psicóloga esses rompantes, essas vontades doidas de
vê-lo como uma pessoa comum. precisa contar que encontrou a
fórmula dessa equação:
(admiração)² + (afinidade profissional)² + (afinidade
pessoal)² = resultado indefinido
indefinido porque ela sabe que não é amor, talvez seja uma
projeção psicológica de algo que ela busca. porque ela
ADMITE: tem procurado alguém adulto, capaz de entender as
transformações pelas quais ela passa; alguém que entenda que
ela fez uma opção de casamento profissional que requer os sete
dias da semana dela e que ela fica feliz por ser foca. ela
quer alguém que consiga compreender que ela teve problemas,
mas que ela tem olhado para dentro de si e achado as suas
respostas.
ela quer alguém que entenda que quem faz terapia não é doido e
que sintomas de depressão acometem uma parcela significativa
de pessoas no país e que isso NÃO é frescura.
na cabecinha dela, ele é essa pessoa. porque ele é adulto, ele
já é um homem, é vivido. ela precisa disso: EXPERIÊNCIA. e
mesmo depois desses sete dias, ela continua em dúvida e
escreve páginas e páginas no seu bloquinho vermelho. mas a
resposta há de chegar, ela sempre vem.
12/10/04 - 00h00
a última semana foi extremamente perturbadora, ela tem tentado
definir o que sente pelo homem que agora tem dentes. ela
passou os sete dias da semana teorizando sobre esse
sentimento por aquele homem.
ele não é um jovem, nem um rapaz, nada disso, ele é um homem.
antes de nomear qualquer sentimento, ela chegou à conclusão
de que nunca amou um homem. primeiro meninos, depois rapazes
e depois um jovem rapaz, este sim um grande amor. mas nunca
um homem. há uma diferença.
ela resolveu esquecer essa diferença e continuar tentando
entender essa coisa que desvia a atenção dela diariamente.
ela se pergunta por que segue aquele homem com o olhar, por
que repara nos textos dele e na maneira como ele imposta a
voz.
ela já decorou a cor das camisas dele: branca, azul
cor-de-pai, amarela e rosa. nada de preto, mas ela entende,
deve ser por causa do trabalho. de todas essas cores, ela
prefere o branco, combina mais com ele. o azul cor-de-pai
também lhe cai bem. mas ela ainda acha que ele ficaria ótimo
de preto, ia contrastar com a pele branca. ela gosta dessa
diferença e dá graças a deus por ele não usar camisa xadrez.
de tanto reparar nele, ela já entendeu que nunca vai ver uma
diferença entre uma expressão de felicidade e uma de
tristeza. ele é sereno e essa é uma das poucas qualidades que
ela conhece dele. só por ser sereno, ele ganhou 20 pontos no
score mental que ela anda traçando quando se interessa por
alguém.
o fato dele ter dito que usa sua profissão para ajudar as
pessoas, fez com que ele ganhasse mais 35 pontos na tabela.
nesse dia ela babou, teve vontade de levantar uma plaquinha
com os seguintes dizeres: "você é demais".
lá pelo terceiro dia, ela começou a pensar na possibilidade de
sentir uma imensa admiração por ele. ela já o viu exercendo o
lado profissional e o lado pai, isso só faz confirmar uma
profunda admiração por ele. bom profissional, bom pai,
provavelmente um bom marido.
mas lá pelo quinto dia, ela mudou de idéia. apesar da grande
admiração, ela o vê como homem e o imagina como tal. então, a
hipocrisia de achar que é apenas admiração vai por água
abaixo. ela quer uma definição. e o máximo que ela chegou foi
ao item admiração.
ela quer vê-lo como um ser humano, como alguém que vai ao
supermercado 24 horas para tomar mingau de tapioca, eque
depois do mingau passa na seção de bebidas, pega uma cerveja
gelada e vai para o estacionamento tomá-la no carro ao lado
da mulher. mas ele não é assim. ela nunca vai encontrá-lo no
24 horas e nem no café da sol ouvindo jazz, como ela sonhou
anteontem.
faz quase um mês que ela não vai à terapia, precisa contar
para a psicóloga esses rompantes, essas vontades doidas de
vê-lo como uma pessoa comum. precisa contar que encontrou a
fórmula dessa equação:
(admiração)² + (afinidade profissional)² + (afinidade
pessoal)² = resultado indefinido
indefinido porque ela sabe que não é amor, talvez seja uma
projeção psicológica de algo que ela busca. porque ela
ADMITE: tem procurado alguém adulto, capaz de entender as
transformações pelas quais ela passa; alguém que entenda que
ela fez uma opção de casamento profissional que requer os sete
dias da semana dela e que ela fica feliz por ser foca. ela
quer alguém que consiga compreender que ela teve problemas,
mas que ela tem olhado para dentro de si e achado as suas
respostas.
ela quer alguém que entenda que quem faz terapia não é doido e
que sintomas de depressão acometem uma parcela significativa
de pessoas no país e que isso NÃO é frescura.
na cabecinha dela, ele é essa pessoa. porque ele é adulto, ele
já é um homem, é vivido. ela precisa disso: EXPERIÊNCIA. e
mesmo depois desses sete dias, ela continua em dúvida e
escreve páginas e páginas no seu bloquinho vermelho. mas a
resposta há de chegar, ela sempre vem.
12/10/04 - 00h00
escrito às 11:03 AM
Quarta-feira, Outubro 13, 2004
é isso aí
eu não sumi. mas aconteceram tantas coisas na minha vida esses dias. listarei-as aqui rapidamente:
1- entrevistei um dos guitarristas do angra. pedi até autógrafo. mas a entrevista ainda não tá no portal porque falta decupar a fita.
2- participei da cobertura do círio pra revista que minha turma está fazendo pra disciplina de jornalismo impresso. foi muito bom. nossa cobertura foi totalmente "do it by yourself" porque tudo saiu do bolso da galera. com exceção da camiseta e os filmes.
3- crachá com a palavra 'imprensa' escrito me abriu muitas portas no círio.
4- o fotógrafo da minha equipe fez fotos incríveis da corda. esqueci de mencionar que fiquei setorizada na corda.
5- foi tudo lindo.
6- eu passei três dias com os pés ardidos, os calcanhares esfolados mas valeu muito a pena.
7- escrevi mais um texto sobre o homem que agora tem dentes. espero postá-lo ainda hoje.
8- terminei de ler "aritmética" da fernanda young. mas fiquei levemente decepcionada com o final.
9- daqui a pouco, quando estiver na tv, publico o texto.
10- amanhã é meu aniversário e eu preciso de um monitor novo. ;)
got it?
eu não sumi. mas aconteceram tantas coisas na minha vida esses dias. listarei-as aqui rapidamente:
1- entrevistei um dos guitarristas do angra. pedi até autógrafo. mas a entrevista ainda não tá no portal porque falta decupar a fita.
2- participei da cobertura do círio pra revista que minha turma está fazendo pra disciplina de jornalismo impresso. foi muito bom. nossa cobertura foi totalmente "do it by yourself" porque tudo saiu do bolso da galera. com exceção da camiseta e os filmes.
3- crachá com a palavra 'imprensa' escrito me abriu muitas portas no círio.
4- o fotógrafo da minha equipe fez fotos incríveis da corda. esqueci de mencionar que fiquei setorizada na corda.
5- foi tudo lindo.
6- eu passei três dias com os pés ardidos, os calcanhares esfolados mas valeu muito a pena.
7- escrevi mais um texto sobre o homem que agora tem dentes. espero postá-lo ainda hoje.
8- terminei de ler "aritmética" da fernanda young. mas fiquei levemente decepcionada com o final.
9- daqui a pouco, quando estiver na tv, publico o texto.
10- amanhã é meu aniversário e eu preciso de um monitor novo. ;)
got it?
escrito às 12:56 PM
Quinta-feira, Outubro 07, 2004
um pouco de poesia
na época da ditadura, quando os jornais tinham conteúdos vetados pelos censores, publicava-se poesia. assim deixava-se subentendido o corte. por aqui, tempos depois, vou me auto-censurar, para não deixar que pensamentos pequenos, mesquinhos e bestas atrapalhem meu desenvolvimento. atacar é retroceder. nessas horas é melhor desprezar.
sonho. não sei quem sou neste momento.
durmo sentindo-me. na hora calma
meu pensamento esquece o pensamento,
minha alma não tem alma.
se existo é um erro eu o saber. se acordo
parece que erro. sinto que não sei.
nada quero nem tenho nem recordo.
não tenho ser nem lei.
lapso da consciência entre ilusões,
fantasmas me limitam e me contêm.
dorme insciente de alheios corações,
coração de ninguém.
Fernando Pessoa, 6-1-1923
na época da ditadura, quando os jornais tinham conteúdos vetados pelos censores, publicava-se poesia. assim deixava-se subentendido o corte. por aqui, tempos depois, vou me auto-censurar, para não deixar que pensamentos pequenos, mesquinhos e bestas atrapalhem meu desenvolvimento. atacar é retroceder. nessas horas é melhor desprezar.
sonho. não sei quem sou neste momento.
durmo sentindo-me. na hora calma
meu pensamento esquece o pensamento,
minha alma não tem alma.
se existo é um erro eu o saber. se acordo
parece que erro. sinto que não sei.
nada quero nem tenho nem recordo.
não tenho ser nem lei.
lapso da consciência entre ilusões,
fantasmas me limitam e me contêm.
dorme insciente de alheios corações,
coração de ninguém.
Fernando Pessoa, 6-1-1923
escrito às 8:21 AM
Terça-feira, Outubro 05, 2004
notícias do front
domingo, eleições: fui mesária. bacana estar do outro lado, é tudo muito fácil. a urna eletrônica só falta sair andando sozinha. a minha seção tinha uns 420 eleitores, mas só 350 compareceram. fazia muito calor na sala que nós ficamos, o que me fez pensar COMO as crianças da cremação conseguem estudar naquele forno? enfim...
na seção também apareceu um cara, bebaço, que não conseguia assinar o nome e o sobrenome, isso porque antes ele já não tinha conseguido assinar o nome completo. ah e também teve um tiozão fazendo escândalo, mas aí eu disse pra ele que ia chamar a Polícia Militar, porque ele estava tumultuando a seção (nessa hora tinha uma senhorinha sentada na minha frente, nervosa com o falatório do homem) e ele ficou pianinho. até agradeceu quando devolvi o título dele. hohoho!
mas o que me revoltou mesmo, foi ver um monte de senhorinhas, velhinhas mesmo, ceguetas, querendo votar no candidato falsário. "minha filha, me ajuda a votar no fulano", foi a frase que eu mais ouvi no domingo. revoltante, muito revoltante. e ele ganhou na minha seção. mas tem o segundo turno e que deus, a virgem de nazaré, alguém por favor, nos salve do candidato falsário. :)
domingo, eleições: fui mesária. bacana estar do outro lado, é tudo muito fácil. a urna eletrônica só falta sair andando sozinha. a minha seção tinha uns 420 eleitores, mas só 350 compareceram. fazia muito calor na sala que nós ficamos, o que me fez pensar COMO as crianças da cremação conseguem estudar naquele forno? enfim...
na seção também apareceu um cara, bebaço, que não conseguia assinar o nome e o sobrenome, isso porque antes ele já não tinha conseguido assinar o nome completo. ah e também teve um tiozão fazendo escândalo, mas aí eu disse pra ele que ia chamar a Polícia Militar, porque ele estava tumultuando a seção (nessa hora tinha uma senhorinha sentada na minha frente, nervosa com o falatório do homem) e ele ficou pianinho. até agradeceu quando devolvi o título dele. hohoho!
mas o que me revoltou mesmo, foi ver um monte de senhorinhas, velhinhas mesmo, ceguetas, querendo votar no candidato falsário. "minha filha, me ajuda a votar no fulano", foi a frase que eu mais ouvi no domingo. revoltante, muito revoltante. e ele ganhou na minha seção. mas tem o segundo turno e que deus, a virgem de nazaré, alguém por favor, nos salve do candidato falsário. :)
escrito às 9:53 AM




